Eu vi essa mensagem na Festa da Escola da Letícia e achei muito encorajador. Se você é uma mãe, também deve ler.
Tudo começou a fazer sentido, os olhares perdidos, a falta de responsabilidade, a maneira como as crianças entram no quarto enquanto eu falo ao telefone pedindo que eu as leve à loja. Por dentro estou pensando, “Você não vê que eu estou no telefone?”, obviamente não.
Ninguém pode ver se eu estou no telefone ou cozinhando, varrendo o chão ou simplesmente encostando a cabeça em algum canto, porque ninguém pode me enxergar. Sou invisível. A mãe invisível. Uns dias eu sou só um par de mãos, nada mais. Pode consertar isso? Pode amarrar isso? Pode abrir isso?
Alguns dias eu não sou um par de mãos. Não sou sequer um ser humano. Sou um relógio pra perguntar “Que horas são”, Sou um guia de canais pra responder “Qual número é o Disney Channel?”. Sou um carro pra me pedirem “esteja lá às 5:30 por favor”.
Estava certa que essas eram as mãos que um dia pegaram em livros e os olhos que estudaram História e a mente que se formou com máximo louvor. Mas agora tudo desapareceu em manteiga de amendoim para nunca ser visto novamente. Ela está indo, está indo... Ela se foi!
Uma noite nosso grupo foi jantar, celebrando a volta de uma amiga da Inglaterra. Janice acabara de voltar de uma viagem fabulosa e não parava de falar do hotel em que ficou. Eu estava lá sentada olhando em volta e vendo como todos interagiam tão bem. Não era difícil comparar e me sentir envergonhada por mim mesma.
Eu estava me sentindo muito patética, quando Janice virou pra mim com um lindo embrulho e disse: “Trouxe pra você!”. Era um livro das grandes catedrais da Europa. Eu não sabia direito porque ela me deu aquilo até eu ler a dedicatória “ Para minha querida amiga, com admiração pela grandeza daquilo que você constrói quando ninguém vê”.
Nos próximos dias eu iria ler... Não, devorar... o livro. E ia descobrir o que pra mim se tornariam quatro verdades que mudariam a vida. Após as quais eu poderia padronizar meu trabalho:
Ninguém, diz quem construiu as grandes catedrais. Não temos registros de seus nomes.
Esses construtores deram suas vidas inteiras por um trabalho que eles nunca iriam ver terminado.
Eles fizeram grandes sacrifícios e não esperaram crédito algum.
A paixão de seu empreendimento era movida pela fé em que os olhos de Deus tudo viam.
Uma história legendária no livro falava de um homem rico que visitou a catedral enquanto estava sendo construída e viu um operário esculpindo um passarinho numa viga. Ele ficou confuso e perguntou ao operário,” Porque você está perdendo tanto tempo esculpindo esse pássaro em uma viga que será coberta pelo forro? Ninguém nunca irá ver isso.” E o operário respondeu, “Porque Deus vê”.
Eu fechei o livro, sentindo a peça que faltava se encaixar no seu lugar. Era quase como se eu ouvisse Deus sussurrando para mim, “Eu vejo você. Eu vejo os sacrifícios que você faz todos os dias, quando ninguém ao seu redor faz. Nenhum ato de ternura que você fez, nenhuma lantejoula que costurou, nenhum cupcake que você assou é tão pequeno que eu não repare e sorria. Você está construindo uma grande catedral mas não pode ver exatamente agora o que isso irá se tornar”.
As vezes minha invisibilidade é como uma aflição. Mas não é uma doença que está apagando minha vida. É a cura para a doença do meu ego centrismo. É o antídoto para meu orgulho grande e teimoso.
Eu tenho a perspectiva correta quando eu me vejo como uma grande construtora. Como uma das pessoas que comparecem a um trabalho que nunca verão terminado, para trabalhar em algo onde seu nome nunca estará.
O escritor do livro ainda disse que nenhuma catedral poderia sequer ser construída durante o período de uma vida porque muito poucas pessoas estavam dispostas a se sacrificar daquela forma.
Quando eu realmente penso sobre isso, eu não quero que meu filho diga aos amigos da faculdade que traz em casa para o Dia de Ação de Graças “ Minha mãe acorda as 4 da manhã, assa tortas caseiras, prepara manualmente o peru por 3 horas e ainda passa todos os guardanapos de linho para a mesa”. Isso seria como eu construir um santuário ou um monumento para mim mesma. Eu só quero que ele queira vir pra casa. Então, se ele quiser dizer algo a seus amigos, que diga “Vocês iriam adorar ir lá”.
Como mães, nós estamos construindo grandes catedrais. Nós não podemos ser vistas se estamos fazendo isso certo.
E um dia será bem possível que o mundo se maravilhe, não somente com aquilo que construímos, mas com a beleza que foi acrescentada ao mundo pelos sacrifícios das mulheres invisíveis.
Tudo começou a fazer sentido, os olhares perdidos, a falta de responsabilidade, a maneira como as crianças entram no quarto enquanto eu falo ao telefone pedindo que eu as leve à loja. Por dentro estou pensando, “Você não vê que eu estou no telefone?”, obviamente não.
Ninguém pode ver se eu estou no telefone ou cozinhando, varrendo o chão ou simplesmente encostando a cabeça em algum canto, porque ninguém pode me enxergar. Sou invisível. A mãe invisível. Uns dias eu sou só um par de mãos, nada mais. Pode consertar isso? Pode amarrar isso? Pode abrir isso?
Alguns dias eu não sou um par de mãos. Não sou sequer um ser humano. Sou um relógio pra perguntar “Que horas são”, Sou um guia de canais pra responder “Qual número é o Disney Channel?”. Sou um carro pra me pedirem “esteja lá às 5:30 por favor”.
Estava certa que essas eram as mãos que um dia pegaram em livros e os olhos que estudaram História e a mente que se formou com máximo louvor. Mas agora tudo desapareceu em manteiga de amendoim para nunca ser visto novamente. Ela está indo, está indo... Ela se foi!
Uma noite nosso grupo foi jantar, celebrando a volta de uma amiga da Inglaterra. Janice acabara de voltar de uma viagem fabulosa e não parava de falar do hotel em que ficou. Eu estava lá sentada olhando em volta e vendo como todos interagiam tão bem. Não era difícil comparar e me sentir envergonhada por mim mesma.
Eu estava me sentindo muito patética, quando Janice virou pra mim com um lindo embrulho e disse: “Trouxe pra você!”. Era um livro das grandes catedrais da Europa. Eu não sabia direito porque ela me deu aquilo até eu ler a dedicatória “ Para minha querida amiga, com admiração pela grandeza daquilo que você constrói quando ninguém vê”.
Nos próximos dias eu iria ler... Não, devorar... o livro. E ia descobrir o que pra mim se tornariam quatro verdades que mudariam a vida. Após as quais eu poderia padronizar meu trabalho:
Ninguém, diz quem construiu as grandes catedrais. Não temos registros de seus nomes.
Esses construtores deram suas vidas inteiras por um trabalho que eles nunca iriam ver terminado.
Eles fizeram grandes sacrifícios e não esperaram crédito algum.
A paixão de seu empreendimento era movida pela fé em que os olhos de Deus tudo viam.
Uma história legendária no livro falava de um homem rico que visitou a catedral enquanto estava sendo construída e viu um operário esculpindo um passarinho numa viga. Ele ficou confuso e perguntou ao operário,” Porque você está perdendo tanto tempo esculpindo esse pássaro em uma viga que será coberta pelo forro? Ninguém nunca irá ver isso.” E o operário respondeu, “Porque Deus vê”.
Eu fechei o livro, sentindo a peça que faltava se encaixar no seu lugar. Era quase como se eu ouvisse Deus sussurrando para mim, “Eu vejo você. Eu vejo os sacrifícios que você faz todos os dias, quando ninguém ao seu redor faz. Nenhum ato de ternura que você fez, nenhuma lantejoula que costurou, nenhum cupcake que você assou é tão pequeno que eu não repare e sorria. Você está construindo uma grande catedral mas não pode ver exatamente agora o que isso irá se tornar”.
As vezes minha invisibilidade é como uma aflição. Mas não é uma doença que está apagando minha vida. É a cura para a doença do meu ego centrismo. É o antídoto para meu orgulho grande e teimoso.
Eu tenho a perspectiva correta quando eu me vejo como uma grande construtora. Como uma das pessoas que comparecem a um trabalho que nunca verão terminado, para trabalhar em algo onde seu nome nunca estará.
O escritor do livro ainda disse que nenhuma catedral poderia sequer ser construída durante o período de uma vida porque muito poucas pessoas estavam dispostas a se sacrificar daquela forma.
Quando eu realmente penso sobre isso, eu não quero que meu filho diga aos amigos da faculdade que traz em casa para o Dia de Ação de Graças “ Minha mãe acorda as 4 da manhã, assa tortas caseiras, prepara manualmente o peru por 3 horas e ainda passa todos os guardanapos de linho para a mesa”. Isso seria como eu construir um santuário ou um monumento para mim mesma. Eu só quero que ele queira vir pra casa. Então, se ele quiser dizer algo a seus amigos, que diga “Vocês iriam adorar ir lá”.
Como mães, nós estamos construindo grandes catedrais. Nós não podemos ser vistas se estamos fazendo isso certo.
E um dia será bem possível que o mundo se maravilhe, não somente com aquilo que construímos, mas com a beleza que foi acrescentada ao mundo pelos sacrifícios das mulheres invisíveis.
Texto original em inglês. Traduzido pelo meu amor, marido e paizão, Luiz!
1 comentários:
Para mim a imagem da mãe será sempre divina. Dar vida, dar luz é coisa de Deus.
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